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O ano de 2001 não teve nenhum álbum inédito da banda, mas os fãs foram presenteados com a coletânea 10 Years of Chaos and Confusion. Alguns meses antes, a banda lançou um questionário no site da Nuclear Blast, perguntando aos fãs que faixas eles gostariam que estivessem presentes, podendo ser escolhidas duas de cada álbum, desde o Penetralia até Into the Abyss.

Todas as faixas mais antigas, do álbum Penetralia ao The Fourth Dimension foram totalmente regravadas e alguns de seus arranjos foram modificados, ou acrescentados e o álbum tem um encarte recheado de fotos dos bastidores, de shows e uma biografia, feita por Robert Muller, da revista alemã Metal Hammer. O presente para os fãs veio para quem adquirisse as primeiras cópias. Foi incluído um segundo CD de bônus, que vinha com as duas primeiras Demo Tapes da banda, de 1991 e 1992 respectivamente. O áudio foi restaurado por Dan Swanö, mantendo a sonoridade original das fitas, mais uma faixa inédita Turn the Page e todos os clipes que a banda havia lançado até então. Tudo isso em um Box para armazenar os dois CD’s.

No mesmo ano, é lançado o primeiro DVD da banda, com o mesmo conteúdo do VHS Hypocrisy Destroys Wacken, mais os clips lançados até então.

Para o Hypocrisy, 2002 é o ano de Catch 22. Com dois anos de intervalo, a banda volta com uma sonoridade, mais uma vez, diferente. Algumas faixas possuem riffs que lembram as bandas mais modernas como Slipknot, mas nunca perdendo sua agressividade. Peter, mesmo nos dias de hoje, sente muito orgulho deste álbum como um todo, não sabendo ao certo, a razão de sua recepção não ter sido tão boa perante os fãs da banda, dizendo até que foi um álbum “além de sua época, incompreendido”.  Mas ao vivo, as faixas pareciam funcionar, com os vocais sem efeito ajudando a torná-las mais agressivas. Um registro da turnê desse álbum foi feito no festival Summer Breeze, em 2002.

No mesmo ano, são lançados dois singles, um deles com uma música cover dos Beatles, Eleanor Rigby e o novo álbum do PAIN, chamado Nothing Remains the Same. Mais uma vez, o álbum é muito bem sucedido e a banda sai em turnê, gravando clipes e aparecendo inclusive na TV.

O Hypocrisy sai em extensa turnê promovendo o novo álbum e Peter declara que não produzirá mais nenhum álbum em seu estúdio, até o próximo lançamento do Hypocrisy. Parte da explicação pode ser vista nas letras das músicas de Catch 22, em que expõe seu lado mais pessoal, se sentindo desapontado por ter sido considerado um tipo de marca, em que as bandas iam lá gravar o álbum, simplesmente por ser o The Abyss e ter isso como um diferencial para se gabar.

Em 2004, é lançado o seu oitavo álbum The Arrival. Abandonando os experimentos de seu antecessor, a banda retorna a algumas de suas características que tanto agradam aos fãs: Músicas cativantes, com andamentos cadenciados, riffs e melodias marcantes, e os vocais tradicionais de Peter. Para este álbum foi feito o clip para a faixa Slave to the Parasites.

As primeiras 1000 cópias do álbum vinham em um Box, que tinha como bônus um DVD com a apresentação da banda no festival Summer Breeze, em 2002, durante a turnê do álbum Catch 22. Vale observar que a qualidade de imagem e som é muito melhor do que o vídeo oficial da banda, o “Hypocrisy Destroys Wacken“, inclusive com uma quantidade maior de câmeras.

Mas 2004 marcou a primeira mudança de formação na banda em cerca de 10 anos. Após mais de 13 anos tocando como baterista, Lars Szöke deixa a banda, sem motivos oficiais declarados no Press Release. Para o seu lugar, a banda chamou Horgh, mais conhecido por ter sido baterista da extinta banda norueguesa Immortal, além de ter tocado em algumas turnês do PAIN. Pra quem acompanha os encartes e a história da banda, sabe que o papel de Lars na banda ia muito além de ser somente o baterista. Ele compôs muitas das músicas da banda, como pôde ser visto mais tarde no documentário bônus do Hell Over Sofia.

Além de Horgh, o guitarrista de apoio deles para os shows ao vivo, Andreas Holma, é confirmado como membro permanente, sendo a partir de então o Hypocrisy oficialmente um quarteto. Muitas músicas diferentes foram acrescentadas ao set-list dessa turnê, como God is a Lie, Deathrow (No Regrets), etc.

Em 2005, Peter lança o terceiro álbum de seu projeto PAIN, Dancing With the Dead, juntamente com dois singles, Same Old Song e Bye/Dye.

O título do álbum é uma referência a um episódio que precedeu as gravações do álbum. Um dia após longas horas no seu estúdio, Peter foi tomar uns drinks em um bar, mais precisamente dois copos de Rum e 2 Cocas-Colas. “De repente, comecei a ouvir um barulho, e caí no chão … Alguns segundos depois, voltei ao normal e levantei… Mais alguns segundos e eu caí de novo, desta vez não tinha pulso… durou alguns instantes, até meus amigos conseguirem me reanimar. Não sei bem o que aconteceu, mas dizem que eu trabalhei sob muito stress e por muito tempo e quando finalmente comecei a relaxar, meu corpo relaxou até demais, entrando em um tipo de colapso, choque” Perguntado se ele tinha medo de morrer, ele respondeu: “Não, obviamente eu não quero morrer, mas eu não tenho medo … há até uma música chamada “I’m not afraid to die”… seria uma pena meu filho tão novo perder seu pai, mas se você deixa um acontecimento mudar você, irá afetar sua vida de outras maneiras”

Mesmo assim, na noite seguinte Peter podia ser encontrado em outro bar da cidade.

O ano de 2005 marca o lançamento do álbum Virus, o primeiro a contar com a nova formação da banda. Logo na primeira faixa, nota-se que a banda aproveitou bem os serviços do novo baterista Horgh, com blasting beats e bumbo duplo muito bem utilizados,  facilmente categorizados como Death Metal Extremo.  O álbum é muito dinâmico, com muitas variações de andamento, do cadenciado ao extremo. War Path, Craving For Another Killing, Blooddrenched estão em um lado mais extremo, enquanto Let The Knife Do The Talking, A Thousand Lies e Incised Before I’ve Ceased um pouco mais cadenciada enquanto que o álbum novamente fecha com uma faixa mais atmosférica, marca registrada da banda, Living To Die. Vale lembrar que este é o primeiro álbum da banda a ter as letras no encarte.

A tour promocional incluiu algumas faixas diferentes no set-list, como Turn The Page, Inferior Devoties, Until The End e Impotent God. Do novo álbum tocaram War Path, Scrutinized, A Thousand Lies e Let The Knife Do The Talking.

O intervalo entre Vírus e o próximo álbum da banda marcou o lançamento de dois álbuns do PAIN, Psalms Of Extinction e Cynic Paradise . Um dos singles de Cynic Paradise contou com a participação da então vocalista do Nightwish, Anette Olzon Blyckert, inclusive no vídeo promocional.

Em 2008, Peter resolveu relançar o álbum Catch 22, dessa vez com o título de Catch 22 V2.0.08. Talvez numa tentativa de fazer com que os fãs dessem uma nova chance às músicas do álbum, Peter praticamente refez o álbum, regravando a bateria (ou mudando os samples da bateria, não se sabe) acrescentando guitarras e mudando os vocais, abandonando a sonoridade experimental, ao menos em termos de produção.  Uma faixa bônus foi acrescentada, Nowhere To Run, antes incluída somente na versão japonesa do álbum.

A Taste of Extreme Divinity é lançado em 2009 marcando a saída de Andreas Holma, deixando o Hypocrisy novamente como um trio.  Musicalmente, é uma continuação do Virus, porém um pouco mais contido, principalmente em relação a solos e arranjos complexos. A arte da capa ficou a cargo de Necrolord, famoso por suas artes em bandas como Bathory, Dissection, Dark Funeral, Emperor entre outras.

Novamente a dinâmica entre as músicas está presente, blasting beats podem ser ouvidos em Weed Out The Weak, Taste the Extreme Divinity, enquanto que andamentos cadenciados com teclado podem ser notados em The Quest e Solar Empire. O álbum foi bem recebido pela imprensa e pelos fãs em geral, rendendo a primeira turnê sul-americana e a primeira visita da banda ao Brasil.

Esta turnê também marcou a volta do set list básico da banda, algo como o Hypocrisy Destroys Wacken misturado com algumas faixas do novo álbum: Valley of the Damned, Hang Him High e Weed Out The Weak.

A turnê rendeu o segundo álbum ao vivo da banda, intitulado Hell Over Sofia – 20 Years Of Chaos And Confusion, com lançamento inclusive em Blu Ray. Mas para os fãs, a principal joia do lançamento estava em seu bônus, um documentário com pouco mais de uma hora e meia de duração (94minutos), cobrindo os primeiros dias da banda até a primeira turnê na América Latina (Essa com maior destaque). Os ex integrantes Masse Broberg, Andreas Holma e o guitarrista Mathias Kamijo marcam presença contando histórias e esclarecendo dúvidas dos fãs. Uma ausência sentida foi a de Lars Szöke, talvez por problemas logísticos, já que ele mantém um bom relacionamento entre os integrantes da banda. Importante observar como o papel de Lars é citado como fundamental por todos, principalmente por Peter, por sua abordagem não usual para as composições das músicas. A arte da capa ficou novamente a cargo de Necrolord.

Em 2011 o PAIN lança o álbum You Only Live Twice, e diferentemente dos lançamentos anteriores, Peter excursionou extensivamente para promover este lançamento, marcando o primeiro e único show da banda no Brasil em Maio de 2012.

Um dos maiores hiatos entre álbuns acontece, com Peter se dedicando a produções e ao PAIN, e em 2013, 4 anos após o lançamento de A Taste of Extreme Divinity, a banda lança o álbum End Of Disclosure.

Novamente como um trio, o álbum traz uma das melhores produções da banda, com todos os instrumentos muito claros e audíveis, mas mantendo o peso e a agressividade, com certa dinâmica. O álbum dividiu opiniões, pois muitos esperavam que a agressividade dos álbuns fosse mantida e até estendida, porém o que tivemos foi um mix dos primeiros releases da banda, retornando inclusive a temática alienígena/conspiracionista. Faixas como End of Disclosure, The Eye, e 44 Double Zero trazem a sonoridade da banda com temas e refrães pegajosos, melódicas e arranjadas com verso/refrão em sua estrutura.  Tales of thy Spineless é uma das mais agressivas do álbum e da banda, When Death Calls nos remete ao Osculum Obscenum, Hell is Where I Stay trazendo groove e peso. O filho de Peter, Sebastian Tägtgren contribuiu na faixa Soldier of Fortune e para surpresa dos fãs, Lars Szöke compôs a última faixa do álbum, The Return, voltando à tradição das últimas faixas dos álbuns, lenta, atmosférica e cadenciada.

A capa ficou a cargo de Wes Benscoter, famoso na cena por capas de artistas como Dio, Nile, Slayer, Sinister, Kreator, Amorphis, Cattle Decapitation, entre outros.

A turnê deste álbum marcou a segunda visita da banda ao Brasil, com um set list novamente fazendo um mix entre o Hell Over Sofia e o novo álbum. A surpresa talvez tenha ficado por conta de Elastic Inverted Visions. Do novo álbum foram tocadas End Of Disclosure, Tales of Thy Spineless, The Eye e 44 Double Zero. O cargo de segundo guitarrista ficou novamente a cargo de Tomas Elofsson (Ex Sanctification), presente desde 2010 nos shows da banda.

Após a turnê promocional, Peter trabalhou em 2015 no projeto chamado Lindemann, com o vocalista da banda Rammstein, Till Lindemann. Peter tocou todos os instrumentos, se encarregando também da produção, enquanto que Till Lindemann ocupou o posto de vocalista. Nenhuma turnê de divulgação foi feita e o álbum foi bem recebido pela imprensa, sendo uma mistura de PAIN com Rammstein, com letras em inglês.

Já 2016 marcou o lançamento de Coming Home, 7º álbum do PAIN, seguido novamente por uma extensiva turnê mundial.  Até o momento, não há informações sobre um álbum novo ou sobre qualquer outro lançamento do Hypocrisy, mas fique sempre ligado aqui para mais notícias e novidades!